Hebe visita tratamento de esgoto de Araçatuba
O que motivou a vereadora foram reclamações sobre o mau cheiro exalado da estação de tratamento de Birigüi.
A vereadora Hebe Najas Camargo Cervelati (PR), estuda nos últimos dias reclamações recebidas de munícipes sobre o mau cheiro exalado da lagoa de tratamento de esgoto da cidade, inaugurada em julho do ano passado, no bairro rural Baixotes.
“Tenho conversado com as pessoas e me preocupo com essas condições em que elas estão vivendo, já que o cheiro está intimamente ligado à higiene e ao bem estar da população”, comentou Hebe.
Para estudar as etapas do tratamento, ela visitou a sede da Sanear, empresa responsável pelo tratamento do esgoto em Araçatuba (foto acima). A Sanear trata 80% do esgoto da cidade e recebe os dejetos do Ribeirão Baguaçu e do Córrego Machado de Mello. Inaugurada no ano 2000, recebeu investimentos iniciais de R$ 16 milhões.

Hebe foi recebida pelo gerente geral da unidade, Reinaldo Murakami, e percorreu a área acompanhada pelo técnico em Química, Anderson de Sousa Oliveira, que explicou todas as etapas do percurso dos dejetos até sua reutilização.
A vereadora constatou que o odor na própria estação é fraco e apresenta-se mais significativo somente na primeira etapa, onde o material é recebido in natura - mas, ainda assim, bastante suportável.
Ao chegar às instalações da Sanear, o esgoto passa por um desarenador para a retirada do excesso de massa sólida, que depois é desidratada e encaminhada ao aterro sanitário. A partir daí, todo o volume líquido, calculado em 10 milhões de litros, tem fluxo contínuo. Por meio de processo aeróbico, onde o oxigênio é inserido no esgoto, as bactérias são estimuladas a proliferar, efetuando o tratamento biológico, sem utilização de produto químico - com exceção do polímero, usado na desidratação do lodo.

Além disso, a água tratada é reutilizada no próprio processo, e também em serviços como limpeza de maquinários e no cultivo de plantas. A renovação é de 95% da carga biológica do material que chega à estação.
Conclusão
De acordo com as explicações recebidas em Araçatuba, a vereadora constatou que o procedimento em Birigüi é feito com método diferente.
Por meio do requerimento nº 61/2013, a parlamentar enviou questionamentos sobre o método e confirmou o uso do sistema anaeróbico, ou seja, sem utilização de bactérias que necessitam do oxigênio. Assim, a decomposição é feita em lagoas de estabilização, com o material em descanso, o que gera o odor.
Agora, a preocupação da vereadora é com possíveis soluções para diminuir o desconforto causado pelo cheiro. “A Prefeitura nos comunicou que uma bióloga foi contratada e que árvores estão sendo plantadas no entorno da lagoa. Esperamos que seja feito o possível para que o odor não atinja a casa das pessoas”, considerou a parlamentar.
Assessoria de Imprensa
Amanda Reis – MTB: 49.193











