Audiência Pública: docentes pedem comitê de acompanhamento
27/05/2021 – A Câmara recebeu educadores para debate sobre a volta às aulas durante a pandemia
Os parlamentares discutiram ontem, 26, junto à comunidade e trabalhadores da Educação, os desafios enfrentados pelo município quanto ao atendimento presencial de alunos durante a pandemia da Covid-19. O diálogo foi proposto pela comissão permanente da Câmara responsável pelos assuntos de Educação, Ciência e Tecnologia. Para a audiência pública, foram convidados representantes da área educacional dos sistemas municipal, estadual e federal.
Formada pelos vereadores Andre Fermino (PSDB), Marcos da Ripada (PSL) e Wagner Mastelaro (PT), a comissão visitou algumas unidades municipais e percebeu a necessidade de alinhamentos nas estratégias de prevenção à pandemia, gerando a iniciativa da audiência.
As unidades municipais retomaram as aulas presenciais no dia 3 de Maio. A estratégia adotada foi de ocupação de 35% da sala de aula, com revezamento dos alunos. Chamado ensino híbrido, o modelo alterna aulas presenciais com atividades no ambiente doméstico; e cabe aos pais optar por levar ou não seus filhos até a unidade escolar.
Participação
Compareceram ao plenário do Legislativo para debater o assunto a secretária municipal de Educação, Iládia Cristina Marin Amadio; o supervisor de ensino, Fabio Mariano da Paz, a coordenadora da Diretoria Regional de Ensino, Carla Bertechini Faria; o coordenador da subsede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de Araçatuba, Carlos Massaiti Nishikawa e o presidente do Sisep (Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Birigui e Região), Gilson Paulino da Silva.
Além dos três integrantes da comissão, estiveram presentes os vereadores Cesinha Pantarotto (PSD), presidente da Casa; Everaldo Santelli (PV), Paulinho do Posto (Avante) e Cabo Wesley (PSL).
Vários questionamentos foram apresentados aos representantes da Prefeitura, que garantiram o cumprimento de todos os protocolos de segurança necessários à proteção de alunos e trabalhadores. Algumas denúncias apresentadas pelo Sisep, como a falta de álcool 70% nas escolas, foram contestadas.
O representante da Subsede da Apeoesp falou das experiências de outros países que retornaram às aulas e tiveram um grande aumento no contágio da doença, e defendeu a continuidade das atividades remotas.
Professores presentes à audiência discorreram sobre a necessidade da criação de um comitê de acompanhamento do qual possam fazer parte todos os públicos afetados pelo retorno às aulas, sejam profissionais da educação, autoridades sanitárias, pais de alunos e demais representantes da sociedade em geral.
Diante dos pedidos, a secretária municipal de Educação aceitou receber, nas próximas semanas, um grupo interessado em estreitar o diálogo junto aos responsáveis pelas decisões administrativas das estratégias de combate e prevenção da Covid-19 no contexto escolar.
Amanda Reis
Assessoria de Imprensa/CMB











